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Minha Vida de Menina-Helena Morley (FUVEST 2018)

*PDF DO LIVRO(baixe aqui)

Sobre o livro:É um diário escrito por uma menina chamada Helena que o escreveu em Diamantina(antiga Arraial do Tijuco,onde se encontrava diamantes, cidade muito importante para o Brasil) nos anos de 1893 e 1895.

Helena Morley é um pseudônimo de uma brasileira chamada Alice Dayrell Caldeira Brant, de antecedentes ingleses que vieram ao Brasil para estudar principalmente seu avô que era médico e estava no 
campo da tuberculose, era uma garota ruiva entre muitos morenos de Minas Gerais, possuía educação protestante liberal(Ideias do iluminismo)isso em um ambiente católico, patriarcal, influência ibérica, é uma garota que questiona várias coisas, se incomoda, isso tem haver com a sua criação mais racional, muito inteligente.
Episódio de 11 de Julho: foi aprender com uma vizinha a fazer flores para vender, e ganha para ensinar os outros, sem necessitar de professora.
Morreu em 1970 no Rio de Janeiro.
Começou a escrever com 13 anos e para com 15 anos,com 62 anos de idade ela resolve publicar o livro em 1942, apesar da época não é um livro da segunda geração do modernismo.A autora diz que escreveu o livro depois de encontrar o diário e mostrar para suas netas como sua vida era diferente, era uma garota pobre, morava na periferia, não tinha grandes posses,e diz: “não precisam ter pena das meninas pobres, pelo fato de serem pobres, nós éramos tão felizes, a felicidade não consiste em bens materiais, mas na harmonia do lar, na feição entre a família, na vida simples sem ambições, coisas que a fortuna não traz e muitas vezes leva.”



Questões históricas e sociais:Diamantina já estava em decadência econômica, nos anos 1700 foi muito rica(Chica da Silva ex escrava que se casou com contratador de diamantes), porém com uma exploração precária, continua, sem planejamento, as jazidas se esgotaram, seu pai trabalha procurando diamantes e é muito difícil encontrar alguma coisa.

Período de destaque em que vemos os escravos libertos trabalhando para sua avó, relação com POEMAS NEGROS DO JORGE DE LIMA.
*Momento em que ela está passando vestido de babado e se indigna por não viver no tempo da avó que era tudo feito de algodão e não precisava passar, mas depois percebe que não quer viver naquele tempo.
*18 de Janeiro: “o único lugar da redondeza que tem fruto é a chácara do seu Jucá, frutas e verduras, nem sei como eles plantam assim, aqui na boa vista só querem minerar, é só diamante e ouro, não cuidam de outra coisa, para plantar todos dizem que a terra não presta ”
*08 de Maio: Seu Laje tinha o pescoço quebrado e só olhava para o chão. Meu pai conta
que ele pegou em todas as suas economias e pagou um médico estrangeiro que
passou pela Diamantina e afiançou que o curava. O tal médico suspendeu-lhe o
pescoço com umas talas e Seu Laje ficou um mês de cabeça em pé. No dia em
que o doutor teve de ir embora, disse-lhe que ficasse com aquilo no pescoço
mais uma semana, que ficava são. Passada uma semana, ele tirou as talas do
pescoço, a cabeça tornou a a cair, e Seu Laje ficou mais pobre e olhando para
baixo da mesma maneira.
São histórias da vizinhança e de sua vida.

-Superstições de Diamantina: se estávamos a mesa em 13 pessoas sempre eu deveria sair, pentear o cabelo de noite em hipótese nenhuma pois se manda mãe pro inferno,quebrar espelho dá azar, se a visita esta demorando virasse a vassoura atrás da porta ou jogasse sal no fogo e ela vai embora... 

-LINGUAGEM MUITO TRANQUILA
-RAZÕES PARA ESCRITA DO DIÁRIO: seu professor de português pedia para que elas escrevessem uma redação por dia, e o pai pede para que ela escreva continuamente, e ela cria o hábito de escrever. São notas bem pequenas que ela escreve ou às vezes casos maiores, eram muitos cadernos que depois se transformaram em livro. Narra o dia-a-dia dessa menina que é diferente das pessoas da cidade grande, tinha galinhas de extimação(querida dela), nisso levanta o caso da Ritinha, uma velha que era suspeita de roubar as galinhas da vizinhança, é um mundo onde não tinha luz elétrica, água encanada.
Romances: Helena era uma menina muito moleca, não aparece amor.


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